Série: Os “ISMOS DE NOSSOS DIAS” Ideias Atuais à Luz das Escrituras: Cap. 10

Capitulo 10: Feminismo

10. O Feminismo e o Ensino Bíblico, Homem e Mulher Valor e Honra Iguais

Texto Base: 1Timóteo 2.8-15


Introdução: Há uma forte pressão sobre a Igreja para que se abandone ou no mínimo, torne um pouco mais “branda” a Doutrina Bíblica sobre a relação entre homem e mulher. Isso porque o mundo acadêmico e o já muito conhecido Movimento Feminista, alegam que o Cristianismo “oprime as mulheres”. Há na Sociedade secular, uma forte resistência ao Cristianismo e a sua Doutrina. Mas nenhuma delas, é mais rechaçada do que os papéis do homem e da mulher estabelecidos desde a sua criação no Éden. E a pergunta que cabe para iniciarmos este assunto extremamente importante, é: Até que ponto, homem é mulher são iguais, se foram CRIADOS diferentes e complementares?


I – O que é Feminismo? O conceito mais especifico sobre o Feminismo é o que afirma que o movimento feminista pode ser entendido por “aquelas pessoas que entendem que existe uma desigualdade entre homens e mulheres e disso decorre a desvantagem das mulheres e é preciso desfazer essa desvantagem através de políticas públicas ou de ações diretas e afirmativas”. Praticamente todas as feministas acreditam nessa definição: que homens e mulheres não são iguais, que existe a desvantagem para as mulheres - que são e sempre foram oprimidas - e que nós, como sociedade organizada política- partidária, precisamos criar políticas públicas e intervir diretamente para que tais vantagens diminuam. Este é o conceito mais básico do feminismo1. E dentro deste Movimento; como qualquer Movimento em oposição direta ao Cristianismo e ao padrão estabelecido por Deus, existem muitas ramificações de acordo com a chamada “agenda” Marxista2. Dito isto, vou me deter ao segmento do Feminismo, intitulado como Feminismo Cristão. Sim! É um absurdo e uma aberração. Mas, este segmento existe, e tem adentrado a Igreja e vem ao longo dos anos tentando impor sua pauta anti cristã em nosso meio.


II – Teologia Feminista; Um Panorama Atual3: Dentro do chamado Feminismo Cristão, com o surgimento do Movimento de Libertação da Mulher a partir de meados do séc. XX, busca-se um novo modelo para a interação feminina na dinâmica tanto do lar, quanto da sociedade e da Igreja. Com base nisto, temos o seguinte quadro diante de nós:


Modelo

Proponentes

Ponto de Vista

Rejeicionista(pós cristão)


Entende que a Bíblia promove uma estrutura patriarcal opressora e rejeita a sua autoridade

Ala da Rejeição

Betty Friedan, Kate Millett, Glória Steinem

Rejeita Totalmente as tradições judaico-cristãs como irremediavelmente voltadas para o masculino

Ala da Restauração

Mary Daly, Naomi Goldenberg

Restaura a religião da magia ou aceita um misticismo da natureza baseado exclusivamente na consciência das mulheres


Conservador(Evangélico)


Não vê qualquer sexismo radicalmente opressor no relato bíblico

Ala Tradicional

Jonh Piper, Sarah Foh, Wane Grudem, George Knigth III, Elisabeth Elliot, Concílio pela Masculinidade e Feminilidade Bíblica

Busca ordem por meio de papéis complementares. O papel da mulher na ordem criada por Deus deve expressar se pela submissão e dependência voluntária na Igreja e na família. O padrão divino para os homens é a liderança amorosa. Isso não diminui a verdadeira natureza e dignidade das mulheres

Ala Igualitária

Catherine Kroeger, Aida Bensanon, GilbertBilizinkian, Cristãos pela Igualdade Bíblica

A Bíblia requer mútua submissão, nem o homem nem a mulher sendo relegados a um papel particular na família, igreja ou sociedade com base exclusiva no seu gênero


III – O Homem e a Mulher na Igreja e no Culto - Uma Palavra Inspirada: Ao que tudo aponta neste texto, parece que algumas mulheres na comunidade cristã em Éfeso, haviam entendido que o Evangelho havia abolido não apenas as diferenças raciais, como também qualquer diferença de função na Igreja entre homens e mulheres crentes, bem como no seio familiar. Estavam entendendo o ensino de Paulo a cerca da igualdade do homem e da mulher na salvação, como tendo consequências diretas quanto ao culto, e aos serviços cristãos, assim como seus papéis quanto a economia familiar. Uma vez que havia na cultura helênica, mulheres que discutiam politica, negócios e tomadas de decisões na cidade; este grupo de mulheres convertidas ao Cristianismo, entenderam que poderiam trazer tal prática dentro da Comunidade cristã.

Embora Paulo permita por exemplo, que a mulher profetize e ore no culto público, ele exige dela que se apresente de modo a deixar claro que está debaixo de autoridade, o próprio ato de profetizar ou orar. Ela pode e deve desenvolver o ministério, desde que esteja debaixo da autoridade do homem. O Movimento Feminista, enquanto na teoria diz “lutar pelos direitos das mulheres”; na prática, com suas muitas Faces, luta para destruir o padrão divino tanto para os homens quanto para as mulheres. Contudo, vejamos o que a Bíblia define quanto aos papéis/funções do homem e da mulher.


1. O argumento teológico de Paulo: Ou simplesmente as bases bíblicas. O argumento do apóstolo se fundamenta, a partir da subordinação das Pessoas da Santíssima Trindade. O Pai é o cabeça do Filho, que por sua vez é o Cabeça do homem e o homem o cabeça da mulher(veja 1Co 11.3-5). Essa hierarquia harmoniosa que começa na Trindade e continua na Igreja e na família. Da mesma forma que o Pai e o Filho, que são iguais em poder, honra e glória, mas desempenham papéis distintos na economia da Salvação(o Filho se submete ao Pai); homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que isso diminua em ABSOLUTAMENTE NADA a mulher. A Bíblia enfatiza a submissão em amor e respeito(veja Ef 5.22-28). O conceito de subordinação de uns para com os outros implica apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a Igreja.


2. O argumento da Criação: Paulo fundamenta seu argumento apontando para a criação em Gn 2.18, 21-23 quando enfatiza limites para o ministério feminino. Não somente a mulher foi criada do homem, como também por causa dele. E essa ordem criacional de Deus quanto a criação e papéis tanto do homem como da mulher, deveria ser refletida também no culto público. Assim, nos cabe responder a pergunta polêmica e que levanta a ira das Feministas mundo a fora – por que a mulher não pode ser ordenada “pastora, bispa, presbitera”,etc? A esta questão, a Bíblia explica deste modo:


1. a liderança ou governo tanto na família quanto na igreja de Cristo foi dado ao homem: Gn 2.7, 18-23; 1Tm 2.13

2. a mulher foi criada para ser a AUXILIADORA do homem, não sua cabeça. Alias, desejo de mandar em oposição ao homem foi uma das consequências do pecado de Eva – Gn 2.18; 3.16

3. embora assistido por mulheres durante seu ministério terreno, não encontramos em NENHUM dos evangelhos, registro de que Jesus tenha chamado mulheres ao apostolado. E mesmo todas estas irmãs que o auxiliaram com recursos financeiros inclusive; o fizeram em caráter de SERVIÇO VOLUNTÁRIO, não em termos de governo.

4. com o estabelecimento da igreja após o Pentecoste; não temos NENHUM registro ou ordenança apostólica para a ordenação de mulheres a qualquer cargo de ofício nas comunidades cristãs. Muito pelo contrário, o que temos é a expressa proibição – 1Co 11.5-13; 14.33-37.


Fato é: em termos de salvação, bençãos divinas e distribuição dos Dons para desempenho do serviço para o Reino, homem e mulher são iguais diante de Deus. Mas em termos de funções específicas; homem e mulher desempenham papéis distintos e complementares. O homem é o representante e líder espiritual de seu lar e também na comunidade cristã quando vocacionado e chamado pelo Senhor para desempenhar tão sublime ministério. E a mulher não deve exercer autoridade sobre o homem.


Conclusão: Somos uma geração que perdeu a identidade masculina e feminina. O Movimento Feminista na teoria diz defender os direitos das mulheres, mas na realidade este Movimento nascido nas profundezas do inferno tem como único objetivo tornar os homens em frouxos afeminados ou tóxicos e as mulheres em seres brutos e competitivos com os homens. É importante retornarmos às Escrituras para resgatar nossa identidade feminina. Homem e mulher se complementam como imagem de Deus e no exercício de diferentes funções, sem que haja qualquer desvalorização ou superioridade de um em relação ao outro. Uma definição para nossa meditação é bem contundente


Definindo Masculinidade

Definindo Feminilidade

No cerne da masculinidade madura está um senso de responsabilidade benevolente para liderar as mulheres, prover a elas e protegê-las, através de formas apropriadas aos diferentes relacionamentos de um homem

No cerne da feminilidade madura está uma libertadora disposição de ratificar, receber e nutrir força e liderança de homens dignos, através de formas apropriadas aos diferentes relacionamentos de um homem


Que Deus nos ajude e nos mantenha fiéis aos princípios elementares das Escrituras.


Juliana C. de Souza




1CAMPANOLLO, Ana Caroline, A Historia do Feminismo, Ebook, Brasil Paralelo

2Teoria Defendida por Karl Marx, cujo foco era a luta de classes: trabalhadores x patrões, homem x mulher, hétero x homo, etc.

3H Wayne House, Teologia Cristã em Quadros, São Paulo, Vida, 2000(adaptado)

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