SÉRIE: Janelas da Alma - Capitulo 05
Capitulo 05 – As Características do Reino de Deus
Texto Base: Salmo 72
Introdução: Este salmo é um dos compostos pelo grande sábio rei Salomão. E neste, o salmista compõe uma oração em favor do rei, bem como do reino. Assim, neste capitulo, veremos quais são as principais características do reino do Messias. O salmo 72 é uma repetição sitematizada destas características, encerrando também do Livro II do Saltério. Com esta sessão, temos também a conclusão do organizador do Saltério – findam também as orações de Davi, filho de Jessé, 72.20.
I – Uma Oração para Cada Novo Rei: Uma pergunta cabe neste ponto quanto a cada salmo envolvendo o rei de Israel - “seria este o filho que sentaria para sempre sobre o trono de Israel, estendendo este governo a todas as nações?” Alguns comentaristas defendem que este salmo junto com o salmo 02 era cantado na cerimônia de coroação de cada novo rei. O Verso 1 do salmo 72 é muito sugestivo quanto ao que o povo digamos, esperava e orava a Deus em favor do futuro governante.
II – Expectativas a Respeito do Reino:
A. Um reino de justiça: Na oração de Davi em favor de Salomão como rei escolhido, uma das lições apontadas no salmo é a de que tanto o rei quanto seu reinado fossem justos. Davi orava para que o rei amasse e vivesse de modo justo. O rei deveria expressar a retidão que vem de Deus, sendo também modelo para o povo. De modo que, sendo um representante do próprio Deus para a nação; ele deveria amar aquilo que o Senhor ama, bem como odiar aquilo que o Senhor odeia.
A segunda petição a respeito do rei é a de que aquele que reina, deveria julgar com reta justiça, 72.2; tendo cuidado especial para com os aflitos dentre o povo de Deus, 2-4. Agora, quem eram estes aflitos para o salmista? Davi tem em mente inclusive o próprio rei! Isto porque carecemos da justiça de Deus, assim como carecemos de Sua glória, Rom 3.23. Necessitamos que Deus venha em nosso auxílio, aponte nossas falhas, nos confronte em nossos pecados e nos ajude a andar em santidade, até que não mais sejamos pecadores.
Portanto, era esperado que do mesmo modo que o rei vivesse em justiça e retidão; o mesmo era esperado do povo representado por ele – que seus servos amassem a Deus sobre todas as coisas e odiassem o pecado na mesma intensidade.
B. Um reino eterno e sobre todos: Dos versos 5-11, temos um resumo de anseios do salmista quanto reino deste rei. Eles são a junção da duração e extensão deste reino. Sobre esse reino repousa o anseio de que prospere eternamente, 6. E ainda, há a esperança de que o rei dominará absolutamente sobre todos.
Contudo, o salmo aponta que nem todos se submeterão, pois como aponta o salmo 72, há aqueles que precisarão ser esmagados, 72.4. Isto porque, desde que nossos pais pecaram ainda no Éden, espera-se pelo momento em que um descendente porá fim ao maior de todos os reinos inimigos, esmagando a cabeça da serpente, cf Gn 3.15. Aguardava se o cumprimento o cumprimento desta promessa.
C. O reino em que o Rei se identifica com o seu povo: A oração se amplia na medida que avança – primeiro o rei, depois o seu povo, depois a criação e por fim, o mundo. Dito isto; a conclusão do salmo, é o anseio de que haja apenas UM rei, apontando assim para o Messias. Da mesma forma, o anseio é de que este Rei, seja abençoado todos os dias de sua vida.
Outra marca importante desse reino, é a identificação total entre o povo e o seu Rei. O verso 17 diz que seu povo será bendito por meio dele; apontando para a Aliança, 18-19.
Portanto, sobre cada rei coroado, repousava o anseio de que, um dia, se cumpriria a grande promessa que Deus fez aos patriarcas. Nela, está o grande propósito divino – fazer o Seu povo abençoado, de modo que haja plena identificação entre o Rei e o Seu povo.
III – O Rei Capaz de Cumprir as Expectativas do Salmo 72: Quando o Senhor chamou e fez uma Aliança com Abraão e seus descendentes, o propósito divino era o de abençoar as nações por meio do seu povo – Gen 12.1-3; 22.18; 28.14; Ex 19.6; Nm 24.9. A descendência de Davi foi inserida dentro do mesmo plano divino, para que, por meio de um de seus descendentes, todos os povos o chamassem de bem aventurado, e ele a todos abençoasse.
Contudo, como o AT nos ensina, Israel falhou em sua missão de guardar a Aliança e de ser um farol para as nações. Mas, o mesmo Senhor que determinou o curso da História; mantém- se fiel às promessas feitas tanto aos Patriarcas, como a Davi. Se Israel falhou em ser luz para os gentios – Is 42.6,18-20; o Senhor cumpre as Suas promessas, enviando Seu Filho ao mundo para que este, ao se identificar com Seu povo – Fp 2.5-8, cumprisse a missão que Israel não pôde e não cumpriu. Sua perfeita justiça, sua plena obediência à Lei de Deus, asseguraram ao Seu povo a benção de fazerem parte do seu reino – Gl 3.13-14.
Assim, sendo a justiça de Cristo perfeita e completa, Deus o estabeleceu como Rei dos reis e Senhor dos senhores sobre todos e para sempre – Ap 1.4-6.
Conclusão: O salmo 72 é um dos louvores responsáveis por nutrir o grande anseio quanto a vinda do Messias que estabeleceria para sempre um reino de justiça. A obra que Cristo fez em nosso favor permite que nos identifiquemos com com nosso Salvador a tal ponto de podermos ter uma vida justa e nos envolver com sua missão de abençoar as nações – 1Pd 2.9-10.
Juliana Correia
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