Apologética da Feminilidade: O Perfil Bíblico da Mulher Piedosa - Débora
Capitulo 03: Débora – Uma Juíza Ilustre: Juízes 4 e 5
Introdução: Certamente Débora foi uma grande mulher e uma serva usada poderosamente nas mãos de Deus. Sua breve história é narrada no livro dos Juízes, nos cap. 4 e 5. Digno de nota é o fato de que numa época e cultura onde as mulheres dificilmente teriam destaque em posições de liderança e autoridade, Débora foi a única mulher das Escrituras a ocupar um cargo político elevado por escolha de seu próprio povo. Mesmo sendo uma história breve; seu exemplo nos ensina que, antes de qualquer responsabilidade que almejemos ter; é fundamental que nos submetamos a vontade de nosso Deus.
I – Uma Atitude em Meio à Inércia; 4.1_7: Num momento em que a liderança masculina estava ausente, pois lembremos do que o próprio livro nos revela, Naqueles dias, não havia rei em Israel, cada um fazia o que achava mais certo, 21.25. E o povo mais uma vez afundado nos seus pecados, sendo entregue por Deus a um povo vizinho; o que vemos neste relato é digamos, uma “quebra de protocolo”, uma verdadeira exceção à regra em todo o livro – uma MULHER desempenhando funções tanto política quanto espiritual naqueles dias. Pouco se fala no texto sobre a família, ou tribo a que Débora pertencia. Tudo o que sabemos dela pelo relato bíblico é que ela era esposa de Lapidote, era profetiza e julgava a Israel naqueles dias, atendendo na palmeira de Débora entre Ramá e Betel. E a esta grande serva do Senhor é dado a tarefa de incentivar ao naftalita Baraque a liderar Israel na batalha. Débora como juíza nesta raríssima exceção, exercia funções administrativas e proféticas ao mesmo tempo como veremos a seguir.
II – Protagonismo Improvável; 4.8_16: É interessante notarmos que diferente dos demais relatos de libertação de Israel no decorrer do livro; aqui a obra da libertação do povo será partilhada entre três personagens igualmente centrais – Débora, juíza e profetiza, Baraque, que a principio se esquiva da missão divinamente ordenada mas lidera o povo na batalha JUNTO com Débora. E Jael, que na sua tenda e sem qualquer ajuda, é quem de fato leva a glória da vitória e seria eternizada por seu feito mais adiante no cântico de Débora. As mulheres de fato tem o protagonismo e por que não dizer o “empoderamento” neste episódio? Isto porque devemos destacar o fato de que a maneira especial com que Deus liberta a Israel mais esta vez; transferindo a honra da vitória a Jael, que possivelmente nem mesmo era israelita, bem como a própria Débora que “liderou” uma batalha! Tarefa que era de Baraque e ele se escondeu na sua insegurança. Ainda sim, nos serve de exemplo o fato de que Débora, embora censure Baraque por sua inicial esquiva quanto à tarefa divina, ao mesmo tempo o anima cumpri-la; sendo posteriormente lembrado na galeria dos Heróis da Fé de Hebreus 11, em detrimento da própria Débora, cujo papel foi tão somente o de ser a auxiliadora determinada por Deus.
III – Um Feito a Ser Lembrado; 4.17_24: Como dissemos, a outra personagem de destaque neste texto é Jael. O que sabemos a seu respeito é que ela não era israelita, pois o texto nos informa de que ela era “mulher de Heber, o queneu”. Alguns estudiosos relatam que a tribo dos queneus era um povo semi nômade do deserto, que desde os dias de Moisés, manteve contato bem próximo com Israel. Heber contudo, tinha aliança com Jabim rei cananita; o que não era algo compartilhado por sua esposa.
As ações de Jael são um misto de astúcia e graça de Deus ao conduzir o curso da História, usando esta brava mulher para salvar ao Seu povo. Sísera, comandante do exército de Jabim, sofreu uma das maiores humilhações ao morrer pelas mãos de uma mulher. Já a brava Jael foi exaltada por seu heroísmo no cântico de Débora; veja 5.24.
Conclusão: Mais uma vez o Senhor cumpre uma profecia, 4.9,21; e deu uma vitória gloriosa ao Seu povo, 23-24. Mostrando assim, ser o Deus único e verdadeiro. Neste episódio que honra as mulheres num tipo de “quebra de protocolo” divino, Deus usou Débora e Jael para cumprir Seu propósito de livrar o povo dos inimigos.
Juliana C. de Souza
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