SÉRIE: OS “ISMOS DE NOSSOS DIAS” Ideias Atuais à Luz das Escrituras
Capítulo 1: A Exclusividade do Cristianismo
1. Aula: Cristianismo, Mais uma Religião?
Texto Base: João 14.6; Atos 4.12; Mateus 11.28-29
Introdução: O pensamento do mundo atual, usa de todos os meios na tentativa de fazer com que todas as religiões conhecidas se unam e se fundam em uma grande religião global e universal. O caminho mais fácil atualmente para isso é o Movimento Ecumênico1; movimento que tem por finalidade, UNIR religiões biblicamente e historicamente incompatíveis, eliminando suas diferenças claras. E quando falamos de Cristianismo em termos de religião, ele só pode ser ecumênico, se abandonar o exclusivismo do ensino e do seu fundamento, que é o próprio Cristo. E o Cristianismo exige, exclusividade. Por isso ele é diferente de todas as outras religiões. Não é possível misturar o Cristianismo com NENHUMA outra religião. Por mais aparência de piedade e bondade que essa religião pregue. Será mesmo que o Cristianismo é só mais uma religião no meio de tantas outras? Será que no fim de tudo, estão todos certos?
I – O Cristianismo Exige Exclusividade, Jo 14.6: Em meio a tantas religiões no mundo; o Cristianismo exige para si a exclusividade, pois se apresenta como o ÚNICO meio de salvação do homem – Jo 14.6. Contudo, o argumento de que há muitas religiões no mundo, vem sendo usado para sustentar que o Cristianismo não temo direito de exigir para si a exclusividade pois:
1. Uma vez que há várias religiões e cada uma tem a sua verdade, então não há verdade absoluta, e portanto, todas estão erradas;
2. Uma vez que há várias religiões e todas tem as sua verdades, então todas estão certas e, portanto deveriam se fundir a numa só religião.
A questão então é: há como sustentar a ideia de que o Cristianismo é a única religião que de fato liga o homem a Deus? A resposta é um sonoro sim; porque em primeiro lugar, que afirma a exclusividade é o próprio Jesus. Há inúmeras passagens dos evangelhos que sustentam que somente Jesus é a salvação, sendo a fundamental sua afirmação em Jo 14.6. A Bíblia diz claramente que só há um modo de as pessoas serem salvas, que é crendo em Jesus – At 4.12. Contudo, é importante esclarecer que a salvação é Jesus, não a Igreja. Porém, não existe Cristianismo avulso. A Igreja é um corpo. E quando Cristo salva alguém, ele deseja ligá-lo ao corpo, assim, embora a Igreja de fato não salve ninguém, ela é importante porque é como Igreja que mantemos comunhão com outros membros do corpo.
II – Tudo Vem de Deus, At 4.12: A salvação e Jesus andam juntos. Todo ato da salvação depende inteiramente de Jesus, por essa razão a Bíblia diz que ser salvo é “receber” Jesus e continuar “andando” em Jesus – 1Jo 5.11-12; Cl 2.6-7; Gl 2.20. Todas as áreas da vida cristã são desenvolvidos na união com Cristo. Jesus é o centro do Cristianismo. Sem ele, não existe Cristianismo.
III – Bons Mordomos: O Cristianismo reconhece e respeita todas as demais religiões existentes, mas mantém sua exclusividade como a ÚNICA Verdade. O Cristianismo não pode ser definido como “apenas mais uma religião”; porque na realidade nem é uma religião. E como provamos isto?
Simplesmente porque enquanto todas as religiões apontam para alguma coisa que precisa ser feita ou preenchida pelo fiel; a Bíblia aponta para uma pessoa: Jesus de Nazaré – o ÚNICO caminho de fato para a salvação do homem. Pessoas estavam cansadas por causa da religião opressora e legalista, por isso, Jesus fez o convite de graça - “vinde a mim”. É um chamado ao arrependimento, de tentar viver a religião centrada em coisas, em obras, em pessoas ou em si mesmas; e vivam centrada no próprio Jesus. É como se Cristo dissesse: “o segredo da salvação não está em vocês ou em seus esforços; está em mim. Venham a mim”. Somente quando deixamos de confiar em nós mesmos ou no sistema religioso, é que podemos confiar plenamente em Cristo.
Jesus chama as pessoas para estar com ele. “Vinde a mim” aponta para abandonarem toda a confiança em si mesmas e recebam o melhor presente que alguém pode ganhar: o descanso, a salvação, a vida.
Conclusão: Não há possibilidade de o Cristianismo se “misturar” com outras religiões, por mais piedade aparente que elas tenham, pois seus ensinamentos são total e completamente opostos entre si. O Cristianismo verdadeiro tem por base e fundamento afirmar Somente Cristo, e isso faz com que não possa se mesclar com outras religiões. Não é uma questão de dizer que “nossa religião é melhor do que a religião do vizinho”; mas de simplesmente dizer que somos tão indignos de qualquer ato de graça da parte de Deus que não a merecemos; mas Deus resolveu enviar o Seu Filho ao mundo para dar a própria vida por nós.
Juliana C. de Souza
1Nome derivado da palavra grega oikoumene, que significa a totalidade da terra habitada, tendo sua origem no ano 1054 entre as igrejas Oriental e Ocidental quanto ao Catolicismo ; e ganhando força entre os protestantes no início do Séc XX, com as chamadas Cruzadas Evangelísticas. - Dicionário de Teologia, Vida, São Paulo, 2000
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