SÉRIE: Janelas da Alma - Capitulo 13
Capitulo 13: Cantem um Cântico Novo
Texto Base: Salmos 149 e 150
Introdução: O salmo 149 é o último do Saltério. Ele é um dos responsáveis por sinalizar como de Deus deve ter plena confiança de que os inimigos de Deus receberão a justa punição que lhes está reservada.
Basicamente, este salmo é dividido em duas partes:
1. apresenta a razão pela qual o povo de Deus cante um novo cântico – 149.1-4
2. revela que, apesar de cantar, esse povo ainda tem batalhas a lutar.
I – A Razão para Cantar um Novo Cântico: O salmo inicia com uma ordem para se entoar um novo cântico, 149.1. Entre as muitas razões que poderíamos citar, está o contexto em que este salmo está inserido.
Antes da ordem, note que o salmo começa com um “Aleluia”. Palavra esta, presente nos cinco salmos finais, começando e terminando com esta expressão que significa louvai ao SENHOR. Vários são os motivos para louvar ao Senhor:
° Ele é bom
° A Sua misericórdia dura para sempre
° Ele nos congregou entre as nações.
De forma que a Conclusão do Saltério, são cinco salmos cuja poesia central é chamar o povo a louvar ao Senhor. Mas, diferente de muitos salmos; este traz um elemento logo à ordem de louvar ao Senhor.
Entoar um “cântico novo”, aponta para um louvor a ser cantado após uma grande vitória ou livramento conquistados pelo Senhor, veja Sl 40.1-3; 98.1; 144.9-11; Is 42.10-13. Segundo o salmista, estes vitoriosos são o povo do qual o Senhor é o Criador e Rei, 149.2.
A primeira divisão do salmo trabalha a razão para o povo de Deus lhe entoar um louvor com cântico novo – 149.4. É bem provável que o salmo 149 foi composto após o exílio babilônico. Um povo que retornou do exílio babilônico certamente teve de lidar com uma pergunta que martelava na mente durante os 70 anos longe de Sião - “Será que o Senhor se agrada de nós?” Este salmo é a maior evidência de que sim, Deus se agrada do Seu povo – 149.4.
De maneira que, a primeira lição deste salmo é que o povo de Deus tem motivos para louvar ao Senhor. Ele foi salvo de seu cativeiro e reunido em uma assembleia com pessoas que estão sendo santificadas pelo próprio Deus.
II – A Batalha do Povo de Deus: A segunda divisão do salmo se concentra no louvor em meio às batalhas que o povo de Deus enfrenta.
O cenário de batalha evocado nos versos finais pode ser entendido de dois modos:
1. Histórico, apontando para Israel em toda a sua jornada enquanto Povo da Aliança
2. Escatológico; pois fala de uma batalha que porá fim a rebeldia das nações inimigas da Senhor – 149.7-9.
Toda a rebeldia contra o Senhor um dia terá fim, pois somente o Reino de Deus será permanente. De maneira que o salmo 149 é também um salmo escatológico, 149.7. Pois esta vingança segundo o salmista, será protagonizada por pelo menos três agentes – a assembleia dos santos, o Senhor/Messias e a espada de dois gumes. E aqui temos um paralelo exato com a descrição feita pelo apóstolo João em Apocalipse 19.11-16. Mediante a Palavra de Deus que o Cristo executará a sentença contra as nações e todos os que permanecem em rebelião contra Ele – Ap 19.19-21.
Conclusão: O salmo 149 demonstra que, aquilo que foi desenhado pela introdução do Saltério, Sl 2 e ecoado ao logo dele, Sl 110; será consumado. Somente um Reino ficará quando o Cristo voltar. Este Reino é o Dele. Os demais reinos, fora de Sua Aliança terão seu fim definitivo. E para o povo de Deus, ISSO é motivo de louvor, motivo para entoar um cântico novo. Após a batalha final, tudo no Reino de Deus se redundará em adoração ao Senhor – Sl 150. Soli Deo Glória!
Juliana Correia
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