SÉRIE: OS “ISMOS DE NOSSOS DIAS” Ideias Atuais à Luz das Escrituras

Capitulo 7: O Secularismo

7. Mundanismo, Religiosidade sem Deus e Morte Espiritual

Texto Base: João 17.11-19


Introdução: O secularismo ou mundanismo é um modo de vida e de pensamento que é seguido sem referência a Deus ou a religião… É uma visão de mundo e um estilo de vida que se inclina mais para o profano mais do que para o sagrado; o natural mais do que o sobrenatural1. Essa inclinação para o profano, em vez do sagrado, tem contaminado a Igreja de um modo cada vez mais abrangente, enfraquecendo aquela que deve transmitir a mensagem da Verdade.


I – Para o Mundanismo, o que Importa é que Funcione – 2Sm 6.1-11: Quem nunca ouviu a expressão “o fim justifica os meios”? Infelizmente, esse pensamento tem sido muito usado em diversos segmentos ditos, evangélicos. Se algo “funciona”, então é verdadeiro para a Igreja. Assim, segundo a tese do Mundanismo, se a Igreja enche, não importa que meios são usados para esse fim, pois se dá certo, então é a vontade de Deus. Mas… o episódio da tentativa de transporte da arca para Jerusalém é um dos melhores exemplos nas Escrituras, do perigo do famoso “jeitinho”, da “boa intenção” quanto às coisas de Deus. Seguir o mundo em vez de a Palavra de Deus, nunca dá bom resultado.


II – O Mundanismo diz Não à Deus e Sim à Mamon – Mt 6.24: Outro fator importante no qual a Igreja tem se mundanizado é quando o assunto é dinheiro. A Igreja atual tem gastado energia e tempo na busca para adquirir dinheiro. Para alguns segmentos, tudo gera em torno de dinheiro. As pessoas deixam de ser pessoas e são vistas como fonte de renda. O mundanismo ama a Mamon. E Jesus fez uma dura critica quanto a isso, Mt 6.24.


III – Para o Mundanismo, a Mídia é uma Regra de Fé e Prática: Os meios de comunicação e as Redes Sociais atualmente são poderosos instrumentos de massificação e manipulação tanto do mundo pós moderno e pós cristão. A enxurrada de imagens e informações ao toque da mão tem promovido um tipo de preguiça mental, porque se anula a capacidade de “ler, criticar” e “interpretar”; substituindo a razão pela emoção e tem se criado os “zumbis influenciados”.

Infelizmente isso também tem atingido grandemente a Igreja. Muitos cristãos perderam a capacidade de ler, de interpretar e criticar; absorvendo apenas o que consomem na internet e nos meios de comunicação. Tornam se multidão, não crentes maduros. Torcendo a Bíblia pelo que é “fácil e prático” na visão secular.


IV – Não ao Mundanismo e Sim ao Caminho Estreito – Mt 7.13-14: Evidentemente que esse caminho secular, da religião da multidão, é totalmente oposta ao ensino evangélico. O caminho largo é o caminho da facilidade, da falta de compromisso, é o caminho da despreocupação. O caminho estreito é o caminho da submissão e da dependência de Deus. É estreito porque simboliza a dificuldade de andar por ele para quem está acostumado aos atalhos da vida, veja Pv 16.25.


V – Não à Morte e Sim à Esperança que não Confunde – Jo 17.15: A religiosidade se Deus leva à morte espiritual. É isso que encontramos no mundo. É isso que temos em cristãos que se secularizam.

Para os verdadeiros filhos de Deus o sofrimento e as tribulações podem ser úteis para o desenvolvimento da sua salvação. Não devemos olhar para eles como coisas necessariamenre malignas; pois no meio das tribulações ao desenvolver a perseverança, a experiência e a esperança, o cristão pode experimentar o amor de Deus de um modo que jamais poderia sem o sofrimento, Rom 5.3-4. Às vezes o sofrimento é necessário para o crescimento e a maturidade espiritual do crente. Fuja do mundanismo.


Conclusão: Nós morremos em Cristo para viver para Ele. O Senhor nos concede vida, e vida com abundância. Precisamos abandonar os atrativos seculares para desfrutar das maravilhosas riquezas que temos em Cristo Jesus.


Juliana Correia de Souza





1Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã; Walter A Elwell; Vida Nova

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