SÉRIE: SANTIDADE, AVIVAMENTO E CRESCIMENTO

4 – Aula: Nossa Identidade e o Propósito Divino

Santificação e Missão

Texto Base: 1Pedro 2.9_12


Introdução: Se eu perguntasse a você querido irmão - “quem você é?”, o

que você responderia? Você já pensou misso? Quando pensamos na

Salvação como o ato da livre graça de Deus sobre nós, entendemos que a

graça é o que motiva e impulsiona a santidade do cristão. É a base sólida

para andarmos em obediência. A santidade é movida pela graça e é

fundamental na Missão da Igreja. A santidade do cristão anda junto ao seu

testemunho do Evangelho, e seu modo de vida na Sociedade vigente. A

vida do povo de Deus abre ou fecha portas para a pregação do Evangelho.

Santidade e Missão sempre caminharam lado a lado. É o que

aprenderemos neste Estudo.


Nossa Identidade – 1Pedro 2.9:


1° Raça eleita: Aqueles que estão em Cristo foram eleitos com a

finalidade de dar bom testemunho do Senhor, vivendo como santos num

mundo corrompido pelo pecado. O termo usado para Israel no AT como o

povo da Aliança; é agora usado por Pedro à Igreja, que é a extensão do

Israel do AT enquanto povo de Deus. Para o apostolo, essa raça eleita não

tem cor, classe social, etinia ou laços sanguíneos. Trata se de um povo

escolhido dentre todos os povos da terra – Ap 7.9.


2° Sacerdócio real: Os cristãos são chamados de sacerdotes do Deus

Altíssimo. Isso significa que podemos nos apresentar diante de Deu sem

medo e sem a necessidade de mediadores humanos pecadores para nos

representar diante de Dele. Pois Jesus como o perfeito sumo sacerdote, nos

garante livre acesso ao trono da Graça – Hb 4.14-16; 10.12;26. É o que a

Reforma defendeu como o Sacerdócio Universal dos Crentes. O

sacerdócio universal dos crentes, demanda deles uma vida de serviço ao

Senhor. Nossa vida exala o culto à Deus. Mas isso não significa que fomos

chamados para ficar confinados num tipo de “gueto eclesiástico”! O

cristão é desafiado a sair da bolha. O povo de Deus carrega consigo o

privilégio e a responsabilidade de levar o conhecimento de Deus todas as

pessoas.


3° Nação santa: O sacerdócio também envolve nosso compromisso com a

santidade. O que quero dizer, é que somos chamados à sermos luz entre os

povos; e continua sendo uma condição inegociável para o sacerdócio dos

crentes após a primeira vinda de Cristo como uma chamado para

manifestar a Glória de Deu entre todos os povos. A Igreja deve influenciar

sem ser influenciada.


4° Propriedade exclusiva: Este termo usado por Pedro de Ex 19.5b, no

hebraico pode ser traduzido como propriedade peculiar. Ele aponta para a

ideia do tesouro pessoal de um rei e de sua família – 1Cr 29.3; Ec 2.8. Essa

é a palavra que Deus pela boca/pena do apostolo Pedro usa como figura

para descrever a identidade da Igreja. Deus escolheu um povo dentre os

povos para um relacionamento especial. Um povo que Lhe pertence,

porque foi comprado pelo sangue de Cristo. Da mesma forma que fez uma

Aliança com Abraão; a Igreja é escolhida e chamada a um relacionamento

especial com Deus, a fim de que todas as nações O conheçam. Por essa

razão, Paulo diz que a Igreja É o Israel de Deus – Gl 6.16.


5° Povo de Deus: A Igreja de fato é o povo de Deus. Mas é importante

lembrar que fazer parte do povo de Deus não é só um privilégio. É também

um grande milagre. Isto porque estávamos sob o domínio de Satanás e

escravos por nossos próprios pecados – Ef 2.1-3; 11-19. Somos criminosos

aos olhos de Deus. Mas Deus é rico em misericórdia. Assim, não somos

apenas objetos da escolha Divina, mas também da Sua misericórdia – Rm

9.25.


6° Amados, peregrinos e forasteiros: Os cristãos são também chamados

de amados. Segundo o apostolo, aqueles que são amados por Deus devem

viver como peregrinos e forasteiros. Deus ama Seus filhos, e por isso os

exorta à vida de consagração. A santidade é a resposta do cristão ao amor

de Deus por ele. O termo peregrinos significa literalmente os sem família

ou sem casa. Mas os cristãos estão sendo construídos como casa

espiritual, 2.5. E o objetivo dessa casa espiritual é a comunidade de Deus,

que é oposição e desafia a Sociedade em rebelião a se render a Jesus como

Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Ser cidadão do Reino ao contrario de viver em sombra e água fresca,

aumenta e reforça ainda mais o compromisso do cristão diante de sua

pátria terrena. O cristão vive sob o senhorio de Cristo acima de qualquer

outra autoridade – At 5.29. Estamos neste mundo, mas não pertencemos ou

compactuamos com esse Sistema que se opõe à vontade de Deus – Jo

15.18-21. A Igreja é desafiada a viver em santidade, atendendo aos

interesses do Reino, não deste mundo.


Conclusão; Nossa Missão como Propósito Divino – 1Pd 2.12: Quando a

Bíblia diz que o propósito da nossa Salvação é o anuncio da grandeza do

Senhor, ela certamente inclui todas as áreas de nossa vida como um fator

determinante para a eficiência do anuncio das Boas Novas. Aprouve a

Deus colocar lado a lado a eficiência de sua missão ao comprometimento

da Igreja para com a santidade. Ela é também um processo com fins

missionários. Isso quer dizer que o modo como vivemos neste mundo,

interfere positiva ou negativamente na pregação. Deus usa a obediência do

Seu povo para fazer brilhar a luz do Evangelho ás nações. A proclamação

das grandezas de Deus se dá de maneira verbal e não verbal igualmente,

com palavras e ações; pois ambas são importantes para a missão de Deus.

Pregar o Evangelho, sem uma vida em santidade mancha a missão de

anunciar o mesmo.


Juliana C. de Souza

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