O Deus que Responde à Oração do Servo Fiel

 Texto Base: 2Reis 19.9_28;32-34


Introdução: Vivemos em tempos em que nunca foi tão importante fortalecermos nossa vida de comunhão com Deus. Em tempos de extrema pressão por causa das tristezas da vida, das maldades do mundo e da opressão de Satanás; a oração é uma das armas que Deus nos deu como meio de graça para nos fortalecer em Sua presença. E quando olhamos para a Bíblia, aprendemos mais sobre a importância e os benefícios de uma vida de oração. Um deles é a reposta de Deus às nossas angustias. Os eventos na vida do rei Ezequias, nos servem de exemplo, para aprendermos mais sobre como levarmos nossas orações ao nosso Deus, bem como a descansar Nele.


I – Uma Ameaça Polida; 8_13: Senaqueribe, rei do Império Assirio, um dos mais cruéis da Antiguidade; planeja uma forte investida contra Judá. Ainda no cap. 18 do Primeiro livro dos Reis lemos que “no 14° ano do reinado do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou”;18.13. Ezequias tenta fazer um tipo de acordo lhe pagando impostos; e ainda assim este rei parte para o insulto não ao povo nem ao rei; mas ao Deus de Israel; 18.32_35. A reação do rei a esta primeira ameaça é recorrer ao profeta Isaías, a fim de que o profeta intercedesse a Deus pela nação. O profeta, em nome do Deus de Israel, lhe traz uma palavra de conforto e promete livrar a Judá de tão grande perigo; 19.1_7. Mas as coisas não param por aí. A partir do verso 8, nosso texto base; lemos que Rabsaque, general do rei da Assíria recebe do rei a tarefa de fazer uma nova ameaça o rei, e uma nova afronta ao Deus de Israel; 10-13. A vida do crente é cheia de altos e baixos; desafios e conquistas; e frente aos desafios, temos duas opções – fugir e nos esconder como se isso pudesse de fato resolver o problema. Ou encarar de frente buscando o auxílio Daquele que tudo vê e que inclina os ouvidos a súplica de um filho Seu. Ezequias, escolheu a segunda opção. O que nos leva ao ponto seguinte.


II – Uma Carta e uma Oração; 14_19: Frente ao perigo eminente, Ezequias faz a única coisa que podia naquele momento – derramou se aos pés do SENHOR, 14. Notemos, o rei não buscou recurso em seu exército, não recorreu à alianças com países vizinhos, inclusive com seu irmão Israel(lembremos que aqui as tribos já eram divididas em Reino do Norte e Reino do Sul). Nem mesmo mandou alguma “resposta” a Senaqueribe. Sua reação foi imediata, tendo uma das orações mais profundas registradas neste livro. Quantas vezes, passamos por situações que fogem totalmente ao nosso controle. E ao invés de buscarmos orientação e refúgio no SENHOR, recorremos a nossa força e ao nosso braço? A quem nós recorremos quando “o calo aperta”? Ezequias era um grande rei ao olhos de Judá. Mas ele não confiou em sua força militar, nem em seus recursos humanos falhos. Ele se refugiou no Seu Deus, a quem sabia que tomaria o caso em Suas mãos. E a resposta, mais uma vez, é imediata.


III – Uma Resposta em Meio à Aflição; 20_28;32_34: Temos novamente pela boca do profeta Isaías, a resposta a oração de um servo fiel. Interessante é notar algumas coisas interessantes sobre como Deus trataria do pecado do rei Assírio. Em primeiro lugar, com uma espécie de “canção de zombaria”; 20-21. Em segundo lugar, por mostrar que todo esse poder e toda essa glória temporal de Senaqueribe, não vinha dele, mas era dado por permissão de Deus, sendo ele um instrumento da Justiça Divina contra as nações e até mesmo contra o Reino do Norte; 22-25. E em terceiro lugar, ao ditar a sentença, o profeta aponta como figuras, as formas conhecidas de tortura física a que os conquistados eram submetidos pelos assírios; 28, 32-34. Mais adiante se continuarmos o capitulo, veremos o cumprimento não só do livramento de Judá do cerco assírio; como também da sentença contra Senaqueribe; 35-37.


Conclusão e Aplicação: Deus é aquele que escuta o clamor e a oração do servo fiel. E dentro de Seus propósitos, Ele se agrada em ouvir às nossas orações, mas em as atender para a Glória do Seu nome. Ezequias, rei de Judá, experimentou essa graça, pois era justo e reto aos olhos do Deus Presente no meio do Seu povo. Que assim como Ezequias buscou segurança e refúgio no único que podia acalmar seu coração; nós filhos de Deus, aprendamos a fazer o mesmo. Ainda que as coisas pareçam não ter solução. Que o Espirito Santo nos ajude a lembrar destas lições preciosas. A Ele a honra e a glória. Amém.


Juliana C. de Souza

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