SÉRIE: AS SETE PALAVRAS DA CRUZ
1° Palavra – A Palavra de Intercessão; Lucas 23.34
Estamos próximos de celebrarmos a segunda data mais importante do Cristianismo – a Páscoa. Para a Sociedade, transformada em uma mera “data comercial” com símbolos questionáveis ao imaginário, como o coelho e seus “ovos de páscoa”(que NADA tem em comum com o sentido da Páscoa Judaico Cristã); para nós, a Páscoa é a libertação do cativeiro/escravidão do pecado, pois Cristo nosso Cordeiro Pascal voluntariamente se entregou em nosso lugar e ao morrer na cruz, apagou o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças o qual nos era prejudicial, removeu os inteiramente encravando os na cruz – Cl 2.14. Bem como a inauguração do Reino, pois o muro que nos separava de Deus foi semelhantemente derribado pelo Seu sacrifício, sendo a Igreja,a cidadã e a proclamadora deste Reino no mundo.
Mas, para que hoje, cristãos em todo o mundo ao longo da História pudessem celebrar tão glorioso evento que mudou a História, foi necessário que as Escrituras se cumprissem piamente a respeito da Vida, Ministério e Morte Substitutiva e Expiatória do Cristo na cruz, nas palavras do apóstolo Paulo, na plenitude do tempo – Gl 4.4.
Por essa razão, eu gostaria de iniciar este breve mas importante Estudo, de uma série de 7; refletindo sobre cada uma das chamadas 7 Palavras ditas por nosso Senhor, e demonstrando como cada uma delas cumpre plenamente cada uma das profecias Messiânicas do Antigo Testamento.
Assim, gostaria de começar esta série de Estudos, pela Primeira Palavra, muitas vezes chamada de Palavra de Intercessão, que está registrada no evangelho segundo Lucas, 23.34 – Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” - NVI.
Estas palavras ditas pelo Senhor ao ser cravado na cruz, remetem diretamente o que foi dito pelo Senhor por intermédio do profeta Isaías:
“… porquanto ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” - Is 53.12
Vemos nessa profecia em Isaías, dois cumprimentos: o primeiro, referindo se à intercessão do Messias pelos pecadores, plenamente cumprida nas palavras do Salvador dos homens ao ser pregado no madeiro. O segundo, embora não seja o foco deste Estudo, mas é relevante citar, o profeta diz que o Servo foi contado entre os transgressores. No Novo Testamento, os 4 evangelhos registram o fato de Jesus na crucificação, ser posicionado exatamente no meio de dois criminosos. Temos assim, um cumprimento profético literal tanto no sentido espiritual sobre a Expiação de pecados, como físico e visível, pois os eventos sobre a crucificação foram amplamente detalhados por todos os evangelistas.
Ao pedir ao Pai que perdoe aos que o matavam, Jesus estava cumprindo as profecias de Isaías e ainda exercendo seu Ofício Sacerdotal, uma vez que Ele estava intercedendo pelos pecadores e se oferecendo como sacrifício perfeito pelos pecados em Sua própria carne. Mesmo em um momento de profunda dor e agonia, nosso Senhor fez o que muitos de nós não conseguimos, ou temos grande dificuldade: liberou o perdão aos seus inimigos! Jesus mostrou na prática aquilo que ensinou no Sermão do Monte.
Da mesma forma que Jesus clamou ao Pai para que perdoasse os atos de seus executores, nos é ordenado pelo Senhor da Vida que amemos nossos inimigos e oremos por aqueles que nos perseguem. Porque Ele deu o exemplo. Pratiquemos pois, o exercício do perdão ao próximo.
Juliana Corrreia
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