SERIE OS DEZ MANDAMENTOS
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
3 – Tempo de Paz: O 4°
Mandamento; Êxodo 20.8-11
Introdução: O
que é o Sábado? Qual é a importância dele na Bíblia? Por que a
Igreja Cristã não guarda o Sábado? Neste estudo sobre o 4°
Mandamento, vamos entender biblicamente o significado do Sábado, não
apenas como um dia de descanso, mas também como um
tempo para reflexão, descanso e santificação para o Senhor.
I – Papel Social do
Sábado: A palavra
sábado vem
da palavra hebraica Shabat
que significa
descansar, parar,
cessar, feriar.
Ou seja, num contexto social do mandamento, é tirar um tempo e parar
com as atividades e observar este dia livre de todo
trabalho- 20.10.
Note que não estamos tratando do Sábado como um dia da semana
apenas, como depois os judeus aplicaram de forma dura e rigorosa na
Tradição Farisaica. Tratamos primeiro da questão social, ou seja,
da necessidade natural que o ser humano tem de tirar um tempo para
descansar de suas atividades e reservar um tempo para descansar, ter
laser e ficar com a família. Era um presente concedido pelo próprio
Deus à Israel, para que aprendessem que como um povo livre da
escravidão, todos agora tinham o direito dado por Deus de parar tudo
e refletir, recarregar as baterias.
II – Papel Espiritual do
Sábado: Assim como
o papel social no mandamento de guardar o Sábado, temos também o
significado espiritual na ordem divina- lembrar
de tudo o que Deus fez e continua fazendo por Seu povo.
É dedicar um tempo para estar a sós com o Criador, meditar em Sua
Palavra. Em outras palavras, santificar
este tempo de descanso para o Senhor, prestando-lhe culto.
A Confissão de Fé, no capitulo 21, parágrafo VIII diz que “os
homens não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das
suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus
empregos seculares e das suas recreações; mas também ocupam todo o
tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres
de necessidade e misericórdia”.
III – Dia Santo ou Tempo
Santo?: Os judeus
até hoje guardam o sábado como dia santo dedicado para o Senhor. A
Igreja, por causa dos principais eventos que marcam sua fé adotou o
domingo como Dia do Senhor e fez dele o seu Shabat. O fato é: temos
6 dias para trabalhar, estudar e fazer todas as nossas correrias e
rotinas. E a ordem é que temos
que tirar 1 dia e dedicá-lo para o Senhor.
Então a pergunta é: como nós observamos o nosso Descanso no
Senhor? Ficamos em cassa só curtindo; ou nós o dedicamos totalmente
ao serviço do Senhor, ficando o dia inteiro na igreja, em N
atividades? Se você disse sim a qualquer das 2 opções, saiba que
ambas as formas estão erradas. Não podemos colocar sobre nossos
ombros uma carga ou uma sobrecarga que nem Deus mesmo não colocou
sobre nós! Deus deseja que separemos 1 ia na semana para o
santificar por meio do descanso, onde livres dos trabalhos e fadigas,
nos lembremos de nosso Criador e de tudo o que Ele fez e faz por nós.
Conclusão: Engene
Peterson em seu livro Um
pastor segundo o coração de Deus,
define o cumprimento do 4° Mandamento desta forma - “Shabat
– tempo e ordem para distanciar de nossas atividades, a fim de ver
o que Deus fez e faz por Seu povo... devemos aquietar o ruído
interno, a fim de ouvir a voz baixa e tranquila de Deus; remover as
distrações do orgulho para que possamos identificar a presença de
Cristo.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
5 – Proteção à
Velhice: O 5° Mandamento- Êxodo 20.12
Introdução: Chegamos
à divisão das Tábuas da Lei na série de estudos sobre os 10
Mandamentos. Como já vimos, os 10 Mandamentos são divididos em 2
partes, sendo a 1° Parte a nossa relação com Deus, e a 2° Parte
trata da nossa relação para com o próximo. Passaremos a estudar de
forma detalhada os 6 últimos Mandamentos contidos na II Tábua dada
por Deus à Moisés e a Israel. A partir de agora, trataremos da
importância social e moral dos 10 Mandamentos. Uma coisa é fato
universal – a maioria dos pais daria sua própria vida por seus
filhos. A relação entre pais e filhos é intensa e uma das coisas
mais importantes na Bíblia, quando falamos sobre relacionamentos no
contexto social. É isso que trataremos estudando o 5° Mandamento.
I – O Conceito de
Autoridade e Submissão: O
5° Mandamento aborda de modo específico nosso relacionamento com
nossos pais. O foco deste mandamento está no fato de que, como
filhos, devemos honra,
obediência e amor a todos os nossos superiores; sejam eles
merecedores ou não.
O interessante é que, como o 1° Mandamento social; há uma
ampliação da ordem divina de prestar honra aos pais. Num ambiente
cultural e social, a ordem é direcionada aos filhos adultos e não
apenas às crianças e jovens. De modo mais amplo, Israel agora uma
nação deveria aprender não só a respeitar seus pais, como também
a cuidar deles em sua velhice, lhe provendo inclusive recursos
financeiros quando necessário. Logo, como servos de Deus que lutam
para seguir e cumprir Sua Palavra, devemos não só obediência e
respeito para com aqueles que nos geraram; como também a dignidade
de cuidar deles em suas necessidades na velhice.
II – O Fator
Sócio/Cultural: Povos
orientais(japoneses, chineses) tem em sua tradição os mais velhos
como os membros mais importantes dentro do clã familiar. É muito
comum vermos dentro destas famílias, os avós darem a última
palavra mesmo antes dos pais aos mais jovens dentro destes clãs.
Certo ou não este costume; o fato é que o 5° Mandamento nos ensina
um padrão de obediência para com aqueles que nos são superiores, a
começar por nossos pais. Por meio deste Mandamento, Deus ensina ao
Seu povo o dever social de obedecer à aqueles que são instituídos
de autoridade- governantes,
professores, oficiais.
Devemos, como povo de Deus ter respeito por aqueles que Deus
instituíu como nossos superiores, sendo assim um bom exemplo em meio
a uma sociedade onde tudo se é permitido e não existe mais repeito
aos mais velhos.
III – O Primeiro
Mandamento com Promessa: No
mandamento divino de honrar os pais, e aqui também reafirmamos o
fato de que é dever dos filhos de cuidar de seus pais e suprir
inclusive suas necessidades- Mc 7.10-12, e não os expor em suas
falhas- Gn 9.23; Pr 30.17. Dos 10 Mandamentos, este é o único que
contém uma promessa. E aqui a benção é uma garantia social de que
aqueles que constroem uma sociedade onde a velhice ocupa uma posição
de honra; podem esperar certamente desfrutar do mesmo lugar algum
dia.
Conclusão: Há
limites para se honrar pai e mãe no sentido de obedecer cegamente
aos pais? Certamente que sim. Existe um padrão de obediência, como
sabiamente Paulo defendeu em Ef 6.1. Devemos lutar para cumprir este
Mandamento, mas devemos observar a orientação do apóstolo,
inspirado por Deus, quando disse que devemos honrar à nossos pais no
Senhor, mesmo
padrão para a submissão aos governantes. Este é o padrão para o
5° Mandamento.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
5° A Santidade da Vida
Humana – O 6° Mandamento- Ex 20.13
Introdução: Chegamos
a um assunto um tanto delicado quando abordado na Igreja. Porque
quando tratamos do 6° Mandamento, lidamos com uma série de
situações difíceis de formular uma opinião e tomar uma posição
sobre o não
matarás. Temas
polêmicos como aborto,
pena de morte, eutanásia e
suicídio,
por exemplo sempre geraram discussões acaloradas quando é preciso
lidar com os temas. Agora, o que a Bíblia tem a dizer sobre isso?
Como podemos entender o Não Matarás? Como devemos nos posicionar
frente a essas questões polêmicas sem ferir o 6° Mandamento?
I – Lei de Talião ou
direito à liberdade e equilíbrio: Este
mandamento é simples e direto- “não matarás”. Mas a melhor
tradução dessa frase seria não
assassinarás(praticar,
de surpresa ou premeditadamente, homicídio, privar da vida). Em
termos bem simples, é causar a morte de um inocente – Gn
4.8-10. Assim, se
lermos este verso comparando-o com outras passagens tratando do mesmo
assunto, teremos uma visão mais ampla do problema. O mandamento,
desse modo, visa estabelecer um equilíbrio, uma
vida por uma vida; Ex 21.12-15,23; Gn 9.6; Dt 19.21.
Isso só poderia ser feito, mediante justa causa.
II – A brecha limitada:
Uma vez que
entendemos que o 6° Mandamento ordena a não se assassinar, uma
pergunta deve ser feita: o quanto é certo ou justificável tirar uma
vida humana? O que fazer quando uma pessoa morre por acidente? Como
devemos nos posicionar sobre o aborto? Suicídio e Eutanásia também
podem ser considerados assassinato? O que a Bíblia tem a dizer sobre
isso? Bom, o que precisamos definir para reflexão é o seguinte –
nem sempre tirar uma
vida é assassinato.
A Bíblia deixa claro a diferença entre uma morte acidental no
caso de Dt 19.4-5 e
o ato de tirar a vida de alguém de maneira premeditada, o que
resulta na pena capital instituída pelo próprio Deus – Ex
21.14-17; Dt 19.11-13.
III – Não Matarás
ampliado por Jesus: Como
já dissemos, os 10 Mandamentos tratam de questões morais, sociais e
também espirituais. Se compararmos este texto com a explicação de
Jesus no Sermão do Monte sobre o mesmo tema, ficaremos chocados ao
perceber quantas vezes já pecamos contra Deus e contra o nosso
próximo por quebrar o 6° Mandamento – Mt
5.21-24. Na visão
do Mestre, o simples ato de sentir raiva de seu irmão e a difamação
do seu caráter são considerados passíveis de julgamento e
portanto, violação do 6° Mandamento.
Conclusão: Hoje
aprendemos que o Não Matarás é muito mais amplo do que uma simples
frase. Precisamos rever nossos conceitos sobre o que é assassinato e
o que é justa punição; assim como devemos medir o cumprimento
desta norma pelo amor ao próximo. Meditemos pois no que aprendemos.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
6° Armadilha Perigosa –
O 7°Mandamento: Êxodo 20.14
Introdução: Qual
é o valor da família? Hoje vivemos num tempo em que a palavra
família
perdeu pelo menos metade do seu peso e do seu valor, visto que
vivemos no meio de uma sociedade tão libertina. A palavra casamento
então, virou algo
banalizado e até motivo de piada para alguns. Assim, algo que foi
instituído por Deus, criado para ser uma fonte de benção e prazer;
tornou-se algo sem valor dentro da sociedade. O 7°Mandamento nos
alerta para o perigo de manchar o vínculo sagrado do casamento e nos
faz refletir sobre algo esquecido na sociedade: o respeito pelos
relacionamentos, tanto nosso como do nosso próximo.
I – Uma Aliança Sagrada:
A união
matrimonial aos olhos de Deus é eterna (até a morte separe) e
inviolável (não pode ser quebrada). O 7°Mandamento é portanto,
uma preservação da
família; de modo
que, a quebra desta ordem é ferir diretamente a estrutura familiar
na sociedade. Calvino interpretou este mandamento assim – o
Senhor nos proíbe aqui de qualquer tipo de luxúria e impureza. Pois
o Senhor uniu o homem e a mulher somente pela lei do matrimônio e
como esta união está selada com Sua autoridade, a santifica também
com Sua benção; de maneira que, qualquer união que não seja a lei
do matrimônio, é maldita diante Dele1.
Portanto; Deus
criou e instituiu o casamento para ser um pacto eterno entre um homem
e uma mulher.
II – A Definição de
Adultério no AT: É
bem comum lermos várias passagens no AT, onde a poligamia (um homem
casar-se com várias mulheres) era permitido. Na cultura antiga
descrita no AT, um homem ter relações sexuais com a esposa de outro
homem era pecado hediondo tanto contra Deus como contra o homem –
Gn 39.9. Numa sociedade patriarcal, a mulher era vista como uma
propriedade; assim ao cometer adultério, cometia-se também os
pecados da cobiça e do roubo. Apesar de ser muito comum à um homem
casar com várias mulheres, a mulher não tinha essa mesma permissão.
É importante frisar que usamos o termo permissão
e não ordem
no que diz respeito ao costume e a prática de poligamia no contexto
do Antigo Testamento.
III – A Definição de
Adultério no NT: Quando
nos deparamos com o tema adultério
no NT, tanto Jesus quanto os apóstolos, resgatam valores que
pareciam perdidos no pensamento judeu. Ao ensinar sobre o
7°Mandamento, o Senhor trata do assunto, mostrando a causa por trás
do ato de cometer esse pecado – Mt 5.27-28. Na ótica de Jesus, o
adultério nasce no coração do homem e se manifesta no olhar de
cobiça, ao passo que a prática do adultério é o ato consumado.
Contudo, o Senhor vai mais além nos versos 31 e 32, como em Mt
19.7-9. Tratando sobre questões parecidas n igreja de Corinto; Paulo
é ainda mais duro a respeito do tema – 1Co 7.2-11.
Conclusão: O
tema adultério
é a mais conhecido na Igreja. O que tem que ficar claro para nós, é
que o ato praticado, nasce ou é gerado no coração do homem, e
portanto deve ser tratado com rigor e ao mesmo tempo todo o cuidado.
Que Deus nos ajude a que nos conservemos fieis a Sua Palavra.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
7° Algo por Nada – O
8°Mandamento: Êxodo 20.15
Introdução: Nosso
país é conhecido por ser o país do “jeitinho”. Nosso povo é
conhecido pela típica “malandragem” em tirar proveito ou
vantagem sobre alguém. O furto/roubo é um dos pecados mais comuns,
e praticados por toda classe social. Existem N situações para se
cometer esse pecado, e vários tipos de furto. O fato é que, seja
justificável ou não, o 8°Mandamento é claro – não
furtarás.
Agora, o ponto a ser discutido é : como
o cristão lida com isso?
Realmente cumprimos o não
furtarás, ou nós
também vivemos caindo nessa prática?
I – O que é o Furto?: Em
geral quando falamos no furto, somos levados a pensar no simples ato.
Furtar
é apoderar-se de coisa alheia. Roubar
é tirar para si ou para outro(com violência); apossar-se
fraudulentamente. No AT o Não
furtarás está
associado à ideia de furtar tanto objetos; como terras, joias,
animais, gado e mesmo pessoas como escravos. O sentido ou ideia era
muito mais amplo, visando que ninguém
tivesse necessidade, nem tivesse demais(ganância).
No NT não há muito a se acrescentar sobre isso, uma vez que o
mandamento é bem claro sobre esse assunto. Uma referência bem
conhecida sobre o 8°Mandamento é a recomendação do apóstolo
Paulo aos Efésios no capítulo 4 verso 28.
II – Como era tratado o
pecado do furto: No
código da Aliança, este mandamento visa preservar a comunhão da
comunidade israelita. Inicialmente o mandamento tratava do pecado de
rapto para escravizar alguém. Mas também se aplicava a todo o tipo
de furto; veja Ex 22.1-4. Em geral, o roubo era punido ou com a morte
ou com a restituição dos itens roubados em dobro. Como no caso do
adultério, este mandamento, a quebra dele também está associada ao
10°Mandamento.
III – Quando nós
quebramos o mandamento: Você
pode ler e reler o verso 15 do livro do Êxodo e pensar, “eu não
quebro essa ordem, afinal eu nunca tirei nada de ninguém”. Mas
será que isso é realmente verdade? Porque, se nós olharmos a fundo
algumas ações comuns do nosso dia a dia; perceberemos surpresos,
que na maioria das vezes, mesmo sem querer ou sem saber, temos pecado
contra o Senhor nesta área quando praticamos: fraude no nosso
horário de trabalho, compramos material falsificado, damos aquele
“jeitinho” pra ganhar vantagem na hora de declarar o Imposto de
Renda, pegamos algo emprestado e não devolvemos; e o nosso comum e
conhecido- não dizimamos ao Senhor aquilo que lhe é devido. Para
muitos, essas coisas “bobas” por assim dizer, não são vistas
como faltas graves. Mas não deixam de ser roubo aos olhos do Senhor.
Então, é hora de rever nossas opiniões a respeito de alguns usos e
costumes, e sermos mais atentos sobre o 8°Mandamento.
Conclusão: Vimos
que o Não furtarás
de Ex 20.15, vai muito além do que apenas pegar algo que não nos
pertence. Quando burlamos as regras e agimos dentro do chamado
“jeitinho” para ganhar alguma vantagem; infelizmente estamos
quebrando o 8°Mandamento, não importa o quão bem intencionados
sejamos. Que o Senhor nos ajude a sermos prudentes e tenha
misericórdia de nós quando falharmos.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
8° Não Fofocarás – O
9°Mandamento: Êxodo 20.16
Introdução: Nelson
Rubens, um dos mais conhecidos comentaristas do mundo das
celebridades, tornou-se conhecido exatamente por causa do seu famoso
bordão; Eu aumento,
mas não
invento. Assim
como ele, Leão Lobo, também conhecido por seus comentários sobre a
vida dos famosos, atualmente apresenta um programa intitulado “Roda
da Fofoca”. O
fato, é que ao contrário do que a mídia tenta passar quando o
assunto em foco é alimentar a nossa curiosidade sobre a vida alheia;
a fofoca/mentira, é vista por Deus como algo perverso, venenoso e
maligno. E suas consequências como um caminho sem volta. É disso
que falaremos, ao estudar sobre o 9°Mandamento.
I – A Origem do 1°
Fofoqueiro: Vemos
em Gênesis o inicio de toda a história. E é também em Gn que
temos o registro tanto da 1° fofoca como da 1° mentira; assim como
do seu criador(veja Gn 3) Todos conhecemos bem a história. Agora,
prestemos atenção ao esquema elaborado pelo fofoqueiro: 1- joga o
verde pra colher o maduro, 2- se faz de bonzinho e amigo da sua
“vitima”, 3- distorce a verdade e ainda emenda mais mentiras, e
4- causa uma destruição irreparável na vida dos envolvidos.
II – Uma língua; Dois
poderes: A ordem do
Mandamento diz – não
dê falso testemunho contra o seu próximo.
A ideia essencial é preservar o povo de levantar uma calúnia,
disseminar o famoso “disse me disse” entre o povo. Nota-se então
neste Mandamento, que a proibição está associada ao pecado tanto
de mentir em juízo, como de difamar uma pessoa(veja Dt 17.6 e 7; Lv
19.16). Quando lemos sobre o falso testemunho, logo pensamos naquelas
cenas de tribunal, quando há um julgamento. Testemunhar é contar os
fatos de um determinado episódio ou situação exatamente como eles
são ou aconteceram. O falso testemunho portanto; é quando contamos
uma mentira sobre um fato. E quando difamamos uma pessoa, que é o
que chamamos de fofoca. E além do texto áureo de Tiago 3; grande
parte do livro dos Provérbios nos alerta sobre o pecado contra o
9°Mandamento.
III – Morte ou Vida pela
língua: Um texto
muito interessante em Provérbios declara o seguinte; A
morte e a vida estão em poder da língua, e aquele que a ama comerá
do seu fruto- Pv 18.21.
Como um livro que trata das questões do comportamento humano,
encontramos muitas recomendações sobre os cuidados com a
língua(6.12,16-19; 11.13; 12.17; 13.3; 16.28; 18.6-8; 19.5,9,28;
26.17-28). Assim vemos nesta lista, um complemento para interpretar
Ex 20.16. Para entendermos bem a situação e o peso deste
Mandamento, é que a testemunha de “acusação” vamos colocar
assim era também aquele que iniciava a punição do acusado caso
fosse considerado culpado Dt 17.7. Note que para Deus, difamar uma
pessoa é tão abominável quanto um adultério, um roubo, ou tirar a
viada de alguém! E nós muitas vezes não nos apercebemos disso,
pois quando fazemos isso, ou damos corda pra quem faz, estamos
“matando” espiritualmente o próximo! A enorme lista de
Provérbios deixa isso muito claro.
IV – Benção ou
Maldição: Não dá
pra falar do 9°Mandamento sem falar de Tiago 3. Como dito
anteriormente, é o texto áureo da Bíblia quando falamos sobre o
mal da língua. Isso porque o livro de Tiago é considerado um livro
prático sobre ética cristã. O texto é rico em argumentos e fala
por si mesmo. E aqui vale ressaltar que quando a Bíblia critica
duramente a mentira/fofoca não está criticando apenas o fofoqueiro.
Ela critica ao que alimenta o mentiroso.
Conclusão: No
9°Mandamento, aprendemos sobre os perigos de acusar uma pessoa sem
provas, além de inventar calúnias sobre uma pessoa e ainda sobre
difamar o próximo. Pecados esses que muitas vezes são vistos como
pequenos ou inofensivos; mas que por vezes na História destruiram
vidas, separaram famílias e até mesmo dividiram igrejas. Que Deus
nos ajude a sermos mais cuidadosos em nossas rodas de conversa. E que
saibamos controlar a nossa língua.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
9° Não Cobiçarás: O
10°Mandamento – Êxodo 20.17
Introdução: Vivemos
em uma “Ditadura
do Ter”. Nossa
geração é conhecida como a geração que mais consome coisas. A
mídia e os vários comerciais de TV sugam a nossa mente com
produtos e mais produtos de última geração na intenção de que
compremos algo que na maioria das vezes NÃO PRECISAMOS. De forma que
o 10°Mandamento vai nos confrontar exatamente sobre um pecado que é
mais comum em nós do que pensamos. Neste Mandamento que fecha nossa
série de estudos sobre a Ética Cristã, mas não encerra o tema;
trataremos de um assunto, ou de um pecado, que é pouco ou nada
tratado dentro da Igreja, e que ataca pelo menos 7 de cada 10
cristãos – a cobiça.
É disso que falaremos, concluindo assim esta série de estudos.
I – Definição de
Cobiça: Entre as
muitas definições encontradas, podemos definir a cobiça aqui como
desejo descontrolado
de adquirir coisas;ambição desmedida de riquezas; desejo ardente de
possuir. É o
desejo desordenado em se adquirir coisas; sejam elas fama, posição
social tanto secular como religiosa. Em geral, a pessoa cobiçosa, é
motivada por um egoísmo em se conseguir aquilo de que deseja,
inclusive prejudicando o próximo. Embora diferentes na sua
definição; o egoísmo, a avareza e a inveja de certo modo são
filhos da cobiça.
II – O que Motiva a
Cobiça: A cobiça
é descrita na Bíblia, como um desejo descontrolado de ter ou
possuir aquilo que é de outro. E de muitas maneiras a Bíblia nos dá
exemplos de pessoas em situações onde a cobiça foi o elemento
motivador para se cometer outros pecados. Veja:
Labão- Gn 31.41; Acã- Jos 7.21; Saul- 1Sm 15.9,19; Acabe- 1Rs 21.2;
Judas Iscariotes- Mt 26.14-15; os fariseus- Lc 16.14; Ananias- At
5.1-10; Balaão- 2Pd2.15, Jd 11. O
invejoso, da mesma forma, para conseguir satisfazer o seu desejo
pessoal ligado à cobiça, é capaz de qualquer coisa para ter aquilo
que julga ser melhor e que pertence a outra pessoa.
III – Definindo o
10°Mandamento: Segundo
o Catecismo Maior, na pergunta 147; o 10°Mandamento exige de nós um
pleno contentamento com a nossa condição e uma disposição
caridosa da alma para com o nosso próximo, de modo que todos os
nossos desejos e afetos relativos a ele tendam para todo o seu bem e
promovam o mesmo-
veja Hb 13.5; 1Tm 6.6; Rm 12.15; Fp 2.4.
Assim, o pecado e a quebra do Mandamento se dá, quando há
descontentamento
com o nosso estado, a inveja e a tristeza pelo bem do nosso próximo,
juntamente com todos os desejos e afetos desordenados para com
qualquer coisa que lhe pertença-
veja 1Co 10.10; Gl 5.26; Tg 3.14-16; Sl 112.9-10; Rm 7.7; Dt 5.21; Cl
3.5; Rm 13.9 – perg 148.
IV – Resistindo à
Cobiça: Mas nem
tudo está perdido para os que sofrem dos pecados da cobiça e da
inveja. Para conseguirmos nos livrar desse mal, precisamos aprender a
exercitar e nós a caridade
cristã. Ou
falando de forma mais clara – o
amor ao próximo.
Para que isso seja possível, temos que tirar de nós todo o egoísmo.
O egoísta tem em vista, o seu bem estar; o seu prazer; o seu
sucesso. A sua satisfação é o que importa, de modo que quando
alguém próximo a ele adquire algo, seu foco se volta para aquilo
que é do próximo e vira seu objeto de desejo/cobiça. Assim, o
nosso princípio para andar segundo a vontade do nosso Senhor se
resume no que Ele mesmo nos ensinou- veja
Mt 22.37-40.
Conclusão: Como
você lida com a felicidade dos outros a sua volta? Você é feliz
com aquilo que tem? Ou tem uma ambição descontrolada a ponto de
sentir inveja dos outros e cobiçar aquilo que eles tem? A série de
estudos que tivemos é apenas uma base para aprendermos a viver neste
mundo não como se fossemos dele. Mas como verdadeiros peregrinos em
marcha rumo a Cidade Celestial; que caminham na rota contrária deste
mundo, e seguem os comandos e ordens do Seu Supremo Senhor. Que esta
série de estudos, sirva de suporte para uso e consulta. E que você
encontre conforto para continuar sua caminhada cristã.
O Caráter Cristão nos 10
Mandamentos
9° Não Cobiçarás: O
10°Mandamento – Êxodo 20.17
Introdução: Vivemos
em uma “Ditadura
do Ter”. Nossa
geração é conhecida como a geração que mais consome coisas. A
mídia e os vários comerciais de TV sugam a nossa mente com
produtos e mais produtos de última geração na intenção de que
compremos algo que na maioria das vezes NÃO PRECISAMOS. De forma que
o 10°Mandamento vai nos confrontar exatamente sobre um pecado que é
mais comum em nós do que pensamos. Neste Mandamento que fecha nossa
série de estudos sobre a Ética Cristã, mas não encerra o tema;
trataremos de um assunto, ou de um pecado, que é pouco ou nada
tratado dentro da Igreja, e que ataca pelo menos 7 de cada 10
cristãos – a cobiça.
É disso que falaremos, concluindo assim esta série de estudos.
I – Definição de
Cobiça: Entre as
muitas definições encontradas, podemos definir a cobiça aqui como
desejo descontrolado
de adquirir coisas;ambição desmedida de riquezas; desejo ardente de
possuir. É o
desejo desordenado em se adquirir coisas; sejam elas fama, posição
social tanto secular como religiosa. Em geral, a pessoa cobiçosa, é
motivada por um egoísmo em se conseguir aquilo de que deseja,
inclusive prejudicando o próximo. Embora diferentes na sua
definição; o egoísmo, a avareza e a inveja de certo modo são
filhos da cobiça.
II – O que Motiva a
Cobiça: A cobiça
é descrita na Bíblia, como um desejo descontrolado de ter ou
possuir aquilo que é de outro. E de muitas maneiras a Bíblia nos dá
exemplos de pessoas em situações onde a cobiça foi o elemento
motivador para se cometer outros pecados. Veja:
Labão- Gn 31.41; Acã- Jos 7.21; Saul- 1Sm 15.9,19; Acabe- 1Rs 21.2;
Judas Iscariotes- Mt 26.14-15; os fariseus- Lc 16.14; Ananias- At
5.1-10; Balaão- 2Pd2.15, Jd 11. O
invejoso, da mesma forma, para conseguir satisfazer o seu desejo
pessoal ligado à cobiça, é capaz de qualquer coisa para ter aquilo
que julga ser melhor e que pertence a outra pessoa.
III – Definindo o
10°Mandamento: Segundo
o Catecismo Maior, na pergunta 147; o 10°Mandamento exige de nós um
pleno contentamento com a nossa condição e uma disposição
caridosa da alma para com o nosso próximo, de modo que todos os
nossos desejos e afetos relativos a ele tendam para todo o seu bem e
promovam o mesmo-
veja Hb 13.5; 1Tm 6.6; Rm 12.15; Fp 2.4.
Assim, o pecado e a quebra do Mandamento se dá, quando há
descontentamento
com o nosso estado, a inveja e a tristeza pelo bem do nosso próximo,
juntamente com todos os desejos e afetos desordenados para com
qualquer coisa que lhe pertença-
veja 1Co 10.10; Gl 5.26; Tg 3.14-16; Sl 112.9-10; Rm 7.7; Dt 5.21; Cl
3.5; Rm 13.9 – perg 148.
IV – Resistindo à
Cobiça: Mas nem
tudo está perdido para os que sofrem dos pecados da cobiça e da
inveja. Para conseguirmos nos livrar desse mal, precisamos aprender a
exercitar e nós a caridade
cristã. Ou
falando de forma mais clara – o
amor ao próximo.
Para que isso seja possível, temos que tirar de nós todo o egoísmo.
O egoísta tem em vista, o seu bem estar; o seu prazer; o seu
sucesso. A sua satisfação é o que importa, de modo que quando
alguém próximo a ele adquire algo, seu foco se volta para aquilo
que é do próximo e vira seu objeto de desejo/cobiça. Assim, o
nosso princípio para andar segundo a vontade do nosso Senhor se
resume no que Ele mesmo nos ensinou- veja
Mt 22.37-40.
Conclusão: Como
você lida com a felicidade dos outros a sua volta? Você é feliz
com aquilo que tem? Ou tem uma ambição descontrolada a ponto de
sentir inveja dos outros e cobiçar aquilo que eles tem? A série de
estudos que tivemos é apenas uma base para aprendermos a viver neste
mundo não como se fossemos dele. Mas como verdadeiros peregrinos em
marcha rumo a Cidade Celestial; que caminham na rota contrária deste
mundo, e seguem os comandos e ordens do Seu Supremo Senhor. Que esta
série de estudos, sirva de suporte para uso e consulta. E que você
encontre conforto para continuar sua caminhada cristã.
1CALVINO,
Breve Instrucion, FELiRe, 2°Parte – A Lei do Senhor
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