Tendo a Mente de Cristo – Filipenses 2.1-4
Vivemos um tempo em que o homem anda supervalorizado. Daí o motivo
de vermos o crescimento gigantesco de literatura de autoajuda, que
além de ajudar a elevar a autoestima humana, dependendo do conteúdo
dessa literatura, ao invés de ajudar, pode acabar afastando ainda
mais o homem de Deus e de um relacionamento com Ele.
Este texto de Filipenses é um apelo do apóstolo Paulo aos cristãos
à uma verdadeira luta para alcançar a mentalidade de Cristo, nosso
Mestre. E de maneira bem prática, Paulo destaca algumas atitudes
para nos aproximarmos da mente de Cristo. São elas:
I
– Como e o que pensar- 2.1-2: Paulo
começa seu discurso chamando atenção dos crentes filipenses sobre
a motivação para a vida do crente- em
Cristo(v1).
A motivação, o foco, o alvo do cristão é e deve ser sempre
Cristo. Quando olhamos pra Ele, a forma como viveu entre nós e seu
total desapego as coisas desta vida, paramos de viver como se
fossemos o centro das atenções e Cristo passa a brilhar em nós. O
cristão que quiser ter a mente de Cristo, deve aprender a pensar
como Seu Mestre, que em tudo que fazia, dependia de Seu Pai
celestial, mesmo nas coisas mais simples do dia a dia.
II
– Como servir- 2.3: Aqui
Paulo trata do ministério dos crentes de forma bem clara- sem
rivalidade.
No Reino de Deus, todos somos chamados para desempenhar algum serviço
em beneficio e para crescimento do próprio Reino. Por essa razão
Deus nos capacita com os dons espirituais e nos dá também talentos
naturais para um serviço melhor dentro e para o Reino. A esse
serviço que chamo de ministério; precisamos desempenhá-lo sem
rivalidade. No Reino de Deus não há espaço para disputas de cargos
ministeriais. Por isso a frase seguinte deste verso é ...nem
por orgulho, mas com humildade, e assim cada um considere os outros
superiores a si mesmo.
Quando nosso coração está cheio de humildade, entendemos que todos
que querem trabalhar no Reino são iguais aos olhos do Senhor e são
capacitados igualmente, mesmo que essa capacitação seja em níveis
diferentes, mas todos devem respeito e honra uns aos outros em
Cristo.
III
– Como conviver- 2.4: Ainda
fortalecendo o conceito de serviço e vida em comunidade, Paulo
orienta a não pensarem apenas em si mesmos, mas também com os
outros ao seu redor. É o principio de comunhão praticado em Atos
2.44-45, onde lemos que os primeiros cristãos compartilhavam seus
bens uns com os outros. E como isso está cada vez mais em falta em
nossos dias. Como bem definiu Luiz Sayão “o
cristianismo ensina o altruísmo, a capacidade de amaro outro e viver
para abençoá-lo”.
Ao reforçar essa prática, Paulo nos faz refletir sobre a mesma
atitude desprendida de Cristo, que por amor se deu em resgate do seu
povo.
Essa é a grandeza e a beleza do Evangelho. Ele nos torna capazes de
em Cristo sermos transformados, crescendo em estatura e graça, a fim
de alcançarmos a mente de Cristo. Esse era o desejo do apóstolo
Paulo para os cristãos do seu tempo e continua sendo a vontade do
nosso Deus para nós hoje. Prossigamos então ao alvo que é Cristo e
busquemos dia a dia aprender a desenvolver o desprendimento do
pensamento do mundo e lutemos por alcançar a plenitude de Cristo.
Comentários
Postar um comentário